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10月12日 Etnografia DigitalHipertexto. Esta palavra que um dia me entusiasmou, hoje serve para me lembrar que vou gastar mais tempo do que pretendia na internet. Curiosos como eu deveriam ser proibidos de acessar hipertextos. Por exemplo, em mais uma frustrada tentativa de organizar os 5 mil links do meu bookmark, colecionados nos últimos 12 anos, encontrei uma página da Revista Galileu, que embora fosse de seis meses atrás, já estava desatualizada (o tempo voa na internet). Sequer cliquei no novo link que a página apontava, pois havia outro na página antiga com um vídeo do You Tube que chamou minha atenção. Estava a um link de descobrir a etnografia digital. Obviamente deixei a arrumação do bookmark para depois. O assunto do post era sobre a WEB 2.0, ou internet participativa, como queira. A criatividade com que o vídeo foi produzido chamou minha atenção e fala justamente sobre a mudança na comunicação entre as pessoas que a web tem proporcionado. Em pouco mais de quatro minutos o vídeo resume a infinita capacidade de compartilhar informação e as mudanças que essa maneira de se comunicar causará em vários aspectos da vida como direitos autorais, copyright, identidade, ética, estética, retórica, liderança, privacidade, amor, família, enfim, nós mesmos e nosso relacionamento com o mundo. O vídeo já tem 6 milhões de page views. Web 2.0 ... The Machine is Us/ing Us
A busca me levou para um segundo vídeo que apresenta algumas estatísticas sobre como os universitários norte-americanos estão se beneficiando, ou não, com o uso da tecnologia. Os dados são de arrepiar e demonstram a necessidade de se repensar o sistema educacional baseado no quadro negro e nos bancos escolares. Alguns exemplos: As salas de aula possuem uma média de 115 alunos;
Nunca a forma de educar nesse planeta ficou tão vulnerável à tecnologia. Não que as pessoas não acabem se adaptando as exigências do mundo, apenas que o modelo de educação está se tornando rapidamente obsoleto, o que representa um custo enorme de tempo e de dinheiro para os alunos, pais e governos. 4月23日 Didática ou Exibicionismo?![]() O professor Randy Garrier, da cidade de Garden City, Estado do Kansas, nos EUA, prometeu a seus alunos da quarta série que, se eles esforçassem e conseguissem acertar mais de 80% das perguntas em um teste de matemática, beijaria um porco.
Os alunos, diante da estranha aposta, estudaram bastante e conseguiram cumprir a tarefa. Na terça-feira Garrier, usando batom vermelho, beijou o porco diante dos estudantes.
Resta saber se a didática empregada vai servir para fixar a matéria estudada ou a imagem do porco, digo, do mico do professor. Via Terra Popular 4月21日 Joaquim José da Silva XavierAcabo de ler Afinal, quem foi Tiradentes? - via No Mínimo - onde o autor esmiuça e polemiza a figura de Tiradentes, através do estudo dos Autos de Devassa da Inconfidência Mineira.
![]() Possivelmente, sua função fosse a de atrair e seduzir novos elementos para o levante. Era o aliciador que circulava por todos os lugares e no meio do povo. Ele próprio em um de seus interrogatórios nos fornece uma pista: "Em conseqüência do ajuste. De que ele ... capacitasse, e seduzisse as pessoas que pudesse, para entrar na sublevação, e motim, procurou ele ...falar a algumas pessoas, usando da arte, que lhe parecia necessária conforme caracteres delas, e aproveitando as ocasiões, que se lhe ofereciam para isso ...". (Autos, v.5, p.37-38)
Aprendi sobre Tiradentes, na década de 70, numa escola de padres, em plena ditadura militar. Época da maldita "Educação Moral e Cívica". A única coisa que ficou foi o fato dele ter sido esquartejado. Natural, na visão de uma criança de 10 anos. Depois disso, nunca mais ouvi falar. Não me lembro sequer dos detalhes da trama. Por que não lembro? Por que não é devidamente divulgado, exposto e cultuado. A construção de heróis é fundamental para a criação da identidade de uma nação. O Brasil não tem essa tradição. Não damos o devido valor à imagem de nossos antepassados e suas lutas.
Temos poucos heróis cuja imagem está vinculada a conceitos como liberdade, justiça, desprendimento, altruísmo, renúncia, bem comum e desenvolvimento do país. Parece que só conseguimos construir heróis vinculados ao esporte (Pelé, Zico, Fittipaldi, Romário, Senna, Ronaldinho, etc). Nosso modelo de herói é o "competidor" que vence "uma partida", graças à sua "destreza".
Como nem todos possuem essa destreza (quase sempre inata), nossos “heróis” tornam-se inacessíveis. Fica difícil copiar, espelhar-se. Além disso, esses “heróis” podem servir como modelo de persistência, mas não servem como modelo de conduta ética.
Lembro-me de uma propaganda em que a Fernanda Montenegro tratava do assunto da falta de preservação e divulgação de nossa história. Essa memória, ao invés de ser questionada, invalidada ou reinventada, precisa ser resgatada, preservada e os seus valores, difundidos. Caso contrário, nossos filhos crescerão desprovidos de uma identidade de nação. Serão "competidores que vencem uma partida" e Tiradentes será apenas, sinônimo de feriado.
Não interessam as particularidades dos heróis (só a imprensa lucra com isso). Interessa que houve pessoas preocupadas em mudar o estado das coisas – pela razão que fosse – e isso é sempre bem vindo. 4月11日 Aki Naum Reforma Ortográfica. Um programa de cinco anos para resolver a falta de confiança do brasileiro na sua capacidade de lidar com a língua portuguesa. Os adolescentes já aderiram. Alguns de nossos principais políticos também. Em vez de melhorar o ensino, vamos facilitar as coisas, afinal, o português é difícil demais mesmo. Para não assustar os poucos que sabem escrever, nem deixar mais confusos os que ainda tentam acertar, faremos tudo de forma gradual.
No primeiro ano, o "Ç" vai substituir o "S" e o "C" sibilantes, e o "Z" o "S" suave. Peçoas que açeçam a internet com freqüênçia vão adorar, prinçipalmente os adoleçentes. O "C" duro e o "QU" em que o "U" não é pronunçiado çerão trokados pelo "K", já ke o çom é ekivalente. Iço deve akabar kom a konfuzão, e os teklados de komputador terão uma tekla a menos, olha çó ke koiza prátika e ekonômika.
Haverá um aumento do entuziasmo por parte do públiko no çegundo ano, kuando o problemátiko "H" mudo e todos os acentos, inkluzive o til, seraum eliminados. O "CH" çera çimplifikado para "X" e o "LH" pra "LI" ke da no mesmo e e mais façil. Iço fara kom ke palavras como "onra" fikem 20% mais kurtas e akabara kom o problema de çaber komo çe eskreve xuxu, xa e xatiçe. Da mesma forma, o "G" ço çera uzado kuando o çom for komo em "gordo", e çem o "U" porke naum çera preçizo, ja ke kuando o çom for igual ao de "G" em "tigela", uza-çe o "J" pra façilitar ainda mais a vida da jente.
No terçeiro ano, a açeitaçaum publika da nova ortografia devera atinjir o estajio em ke mudanças mais komplikadas serão poçiveis. O governo vai enkorajar a remoçaum de letras dobradas que alem de desneçeçarias çempre foraum um problema terivel para as peçoas, que akabam fikando kom teror de soletrar. Alem diço, todos konkordaum ke os çinais de pontuaçaum komo virgulas dois pontos aspas e traveçaum tambem çaum difíçeis de uzar e preçizam kair e olia falando çerio já vaum tarde.
No kuarto ano todas as peçoas já çeraum reçeptivas a koizas komo a eliminaçaum do plural nos adjetivo e nos substantivo e a unificaçaum do U nas palavra toda ke termina kom L como fuziu xakau ou kriminau ja ke afinau a jente fala tudo iguau e açim fika mais faciu. Os karioka talvez naum gostem de akabar com os plurau porke eles gosta de eskrever xxx nos finau das palavra mas vaum akabar entendendo. Os paulista vaum adorar. Os goiano vaum kerer aproveitar pra akabar com o D nos jerundio mas ai tambem ja e eskuliambaçaum.
No kinto ano akaba a ipokrizia de çe kolokar R no finau dakelas palavra no infinitivo ja ke ningem fala mesmo e tambem U ou I no meio das palavra ke ningem pronunçia komo por exemplo roba toca e enjenhero e de uzar O ou E em palavra ke todo mundo pronunçia como U ou I, i ai im vez di çi iskreve pur ezemplu kem ker falar kom ele vamu iskreve kem ke fala kum eli ki e muito milio çertu ? os çinau di interogaçaum i di isklamaçaum kontinuam pra jente çabe kuandu algem ta fazendu uma pergunta ou ta isclamandu ou gritandu kom a jenti e o pontu pra jenti sabe kuandu a fraze akabo.
Naum vai te mais problema ningem vai te mais eça barera pra çua açençaum çoçiau e çegurança pçikolojika todu mundu vai iskreve sempri çertu i çi intende muitu melio i di forma mais façiu e finaumenti todu mundu no Braziu vai çabe iskreve direitu ate us jornalista us publiçitario us blogeru us adivogado us iskrito i ate us pulitiko i u prezidenti olia ço ki maravilia. 3月6日 Hey teacher, leave the kids aloneEssa semana, li a história de um professor norte-americano que resolveu colocar um cartaz com uma frase que ele gostava muito, na entrada da biblioteca da escola primária onde ele leciona. O objetivo era estimular os alunos para a importância da leitura. O texto do cartaz:
"Books are the compasses and telescopes and sextants and charts which other men have prepared to help us navigate the dangerous seas of human life."
Jesse Lee Bennett
Pois bem, o cartaz foi fixado na entrada da biblioteca e por ali ficou uns meses, até que desapareceu. Curioso, ele foi perguntar a bibliotecária por que haviam retirado o cartaz e recebeu a seguinte resposta: (prepare-se...)
"Alguém" pediu para retirar o cartaz porque continha a palavra "sex" nele e de qualquer forma, as crianças não entenderiam mesmo o significado da palavra sextante."O professor argumentou que o fato das crianças não entenderem o significado da palavra sextante, era uma boa oportunidade de ensiná-las. A bibliotecária concordou, mas disse: "Tive que cumprir a ordem."
Ele foi falar com o diretor (que disse achar a razão dada, uma besteira) e dias depois o cartaz estava fixado novamente, dessa vez, nos fundos da biblioteca. Ele termina o artigo dizendo: "Uma pequena vitória, eu acho."
Lembrei-me na hora daquela cena do filme The Wall, do Pink Floyd, onde o professor aparece batendo na criança, enquanto sua esposa bate nele.
Cada vez me convenço mais que, para evitar essas distorções cognitivas, as religiões deveriam fazer testes de interpretação dos seus textos sagrados, afim de aceitarem seus fiéis. Exatamente como fazem as escolas.
"All in all it's just another brick in the wall "
Obs: Sextante é um aparelho astronômico com 1/6 de círculo, dois espelhos e uma luneta, destinado a medir a altura de um astro. (Aurélio) Tem também o Quintante.... |
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